Minha vingança
As mãos se
tocam
No entrelaçar
de pernas
Que essas
bocas acompanham
Em um elo com
A vingança e o
auto martírio
Te pego em
meus braços e te amo
Não me amando
Não gostando
do lençol
Minha língua
desenha em seu corpo o que quero
Mais não
enxergo
Teus gemidos
me induzem ao um falso desejo
Me arrependo
Cala a boca pau
incômodo
Cala boca
arrependimento sem pecado
Cala a boca
desgraça de culpa
Quero só gozar
e pronto
Seja no teu
corpo seja no meu
Quero distrair
e não me distanciar
Deixa eu
quieto
Sai da minha
cama quando acabar
E não olha pra
trás
Não me deixe
ver o seu olhar de prazer
Não deixe ver
seu corpo nu no Box
Não me deixe
acender o cigarro quando terminarmos
Não são suas
essas brasas
E sai
Sai da minha
frente e se despeça da tua vida de agora
Fica comigo
Sai daqui
Não me veja em
seu olhar
Não me olhe
Não me deseje
Nada do que
ver é seu
Nem mesmo teu
gozo é seu
Me deixe gozar em paz e pronto
Cala boca boca
Deixa te olhar
na estrada da saída do meu quarto
E esquecer que
te vi que ti tive
Deixe-me
quieto esquecendo de ti
Nada dura o
tempo que queremos
E se chorar
peça que eu não perceba
E se teimar em
uma fumaça na esperança de ti amar peça que eu o faça
Pra não morrer
seco
Desgraça
Não
Não vou mais
usar os mesmos trajes
E deixarei minhas
tintas te esquecer
E se isso não
bastar estarei de volta a outro corpo
E por favor
sai
Fique
E nada de nada
Não pronuncie
te amo
Não me diga
que gostou
Não me diga
nada
Sai
Deixe-me com
minhas músicas cansadas
Volte
E me deixe de
novo sentir teu corpo
Teu desejo a
me desejar
Cala a boca
caralho
Sai
Sai
Fica
Sai
E me deixe na
minha vingança cansada
E
arrependimento crônico