Sou escravo de mim
Sou escravo da
caneta
Que talvez não
escreva o que é
Pra ser
escrito
Mas a verdade
que
Está nessa
tinta
Algum dia se
tornará lembrança
Sou um olho
que olha
Somente para
onde quer olhar
Um sofrimento
que sente
Mas que todos
sintam
Sou falso
Hipócrita
A dor que doe
não é minha
Sou um desenho
torto
Que queima em
palmas
Em um copo de
laranja
Mas não diz o
fim
E por fim o
fim se anuncia
Em um último
trago
Sou isso
Um anexo de
que um dia
Terá que ter
nexo
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