quarta-feira, 5 de março de 2014

Sou escravo de mim

Sou escravo da caneta
Que talvez não escreva o que é
Pra ser escrito
Mas a verdade que
Está nessa tinta
Algum dia se tornará lembrança

Sou um olho que olha
Somente para onde quer olhar
Um sofrimento que sente
Mas que todos sintam
Sou falso
Hipócrita
A dor que doe não é minha

Sou um desenho torto
Que queima em palmas
Em um copo de laranja
Mas não diz o fim
E por fim o fim se anuncia
Em um último trago

Sou isso
Um anexo de que um dia

Terá que ter nexo

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