terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Matar é renascer

A vida amola a língua
Que fura o corpo
Que mata a alma
Que enterra a palma
Da mão amarelada de comer mamão

Meu corpo destorce as linhas
Da brochura velha, da folha seca
Que cai da arvore
Que vira adubo
Pra nascer o fruto
De uma nova plantação

De tanta fruta, tanta planta
Que nasce do mal que existe em mim
Que borra a tinta da caneta nova
Que risca a linha da brochura velha
Mas de novo

A de nascer um  tal de renascer

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