quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



Meu calar

Não saber o que falar,
rotina.
Às vezes escrevo simplesmente o que sei
e talvez queira escrever palavras divinas,
bonitas.
Quando só o que
passa nessa caneta
são palavras.

Foi em mim
uma palavra que existiu
Foi em mim
uma memória que passou

São palavras que escrevo
para tentar esquecer
um amor que é pra sempre...
Sei lá...
Talvez...
Mas nada é talvez
Só sofro escutando músicas
que pede
álcool e cigarro
em um copo ao que meu
tom às vezes não alcança

Sou canto do meu sentimento
e simplesmente sou um escravo,
não sei,
não sei se canto ou grito,
mas quero que me escute
seja com o vento de uma primavera tardia
ou um inverno que clama o seu existir
em um arrebol tristonho

Sou eu à medida que posso ser eu
quando não posso me recorro às máscaras
de um eu que já existiu.
Não canso de escrever quando a tinta me pede,
mas não posso quando a caneta falha

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