Meu calar
Não
saber o que falar,
rotina.
Às
vezes escrevo simplesmente o que sei
e
talvez queira escrever palavras divinas,
bonitas.
Quando
só o que
passa
nessa caneta
são
palavras.
Foi
em mim
uma
palavra que existiu
Foi
em mim
uma
memória que passou
São
palavras que escrevo
para
tentar esquecer
um
amor que é pra sempre...
Sei
lá...
Talvez...
Mas
nada é talvez
Só
sofro escutando músicas
que
pede
álcool
e cigarro
em
um copo ao que meu
tom
às vezes não alcança
Sou
canto do meu sentimento
e
simplesmente sou um escravo,
não
sei,
não
sei se canto ou grito,
mas
quero que me escute
seja
com o vento de uma primavera tardia
ou
um inverno que clama o seu existir
em
um arrebol tristonho
Sou
eu à medida que posso ser eu
quando
não posso me recorro às máscaras
de
um eu que já existiu.
Não
canso de escrever quando a tinta me pede,
mas
não posso quando a caneta falha
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