terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Minha Mulher

Minhas forças comprometidas
Amarradas pelos quatro ventos
Existia apenas para existir

Via-me posto em cima de um asfalto
Banhado com o sangue da flor
Que morria na mão daquela senhora
Forçada a viver por não ter que morrer
Forçado a morrer matando de mim a cada instante

Senhora minha porque soltar-te a flor
Senhora minha porque abandonar-te
Um rapaz que queria viver sempre viver ao teu lado

Sou um poeta sem palavras
Não presto se quer para dizer o que sinto
Não presto nem se quer pra estar aqui

Saudades

Talvez o meu existir não exista
Talvez o meu cansaço nem canse
Talvez minhas roupas não caibam mais em mim

Saudades
Meu olho quer chorar a dor da perda
Meu olho seca como tudo que se acaba

Saudades me partem

Minhas rosas não desabrocham
Minha parte está incompleta
Tão plena de saudades
Sinto como se água não mais rolassem
Não sinto meus pés
Nem se quer sinto a mim mesmo
Talvez eu não sinta a mim mesmo

E aquilo me doe
Ver minha flor deitada pra nunca mais se levantar
Minha flor nunca mais sorrir
Minha alegria nunca mais ser alegre

E minhas lágrimas serem seguidas de navalhas
Que cortam a minha esperança
De está perto da minha Silvania
Da minha paz
Da paz que segue do meu dia a dia
Do meu amor próprio

Mem me amo mais
Só te escuto, escuto tudo
Do churrasco que ta no fogo
Do bolo que preparava para nós

Queria deitar-me em tua paz
E de tudo me conforto
Menos

De nem se quer está perto da minha Silvania

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